O ano é novo
 O novo são segundos
 Criados com maestria
 O novo é o presente
 Que criamos
 A cada novo dia.
 Nova hora
 Novas portas
 Embora, algumas chaves
 Escondam-se mortas.
 O novo são momentos
 Em que aprendemos os tormentos
 Para criar um novo dia,
 O ano é novo
 Quando percebemos
 Que somos nossos guias
 Embora difícil seja a vida
 Se nos rendemos
 À selvageria.
 O novo não é lamento
 Nem sofrimento
 É obra-prima
 Da nossa maestria
 Que não mais se aguenta torta
 Nem perdida em identificações
 A tantos padrões
 Que estáticos
 Impedem-nos a construção
 De um belo novo dia.
Felipe Abras